
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Para gostar de alguém...

imagem do Flickr
Quando a gente gosta de alguém
quer adrenalina, quer afeto,
quer o aqui, o agora, o além
dispensa o longe, quer o perto...
Sente a distância, mede a dor
sorri obviedades, fica triste,
raciocina meandros do amor,
sonha com versos e não resiste...
sábado, 21 de junho de 2008
Lucidez?

imagem de António Manuel Pinto da Silva
Falo a língua dos loucos porque não entendo a desumana razão dos lúcidos.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
terça-feira, 17 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
Unidos...

ela
Este post veio um pouco atrasado, mas já estava escrito na minha cabeça desde quarta-feira.
Sempre passei o Dia dos Namorados relativamente abatido e melancólico. Não sei dizer exatamente o porquê, mas algo como uma angústia inexplicável me tomava e não sabia exatamente o que era.
Mas esta quinta-feira foi diferente, pois apesar de passar o dia solitário, e em meio à resoluções de estágio, stress e expectativa para a prova logo à noite, passei o dia incrivelmente bem. Fui acometido de um alegria tamanha como nunca dantes senti. Era uma sensação intensa, forte, regozijante, estimuladora e esperançosa.
Já tive muitos problemas com relacionamentos, mas o que sinto agora é um bem-estar indescritível, talvez porque a amo, mesmo!
Não estou junto a ela, mas estamos junto em simbiose aural, somos parte do outro, sentimos o que o outro sente, pensamos juntos, cuido dela em meus pensamentos, alento por ela meus sonhos, quero ela pra mim...
Será que a terei?
Luminosidade II
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Luminosidade
domingo, 8 de junho de 2008
Adoniran Barbosa e Elis Regina - Saudosa Maloca
É simplesmente para chorar!
Na voz de Elis Regina a música que possui tanto significado sócio-cultural - e extremamente crítico - dos primórdios da industrialização paulista, com seus malandros, sua pobreza e a infâmia por um "progresso" que não contempla o excluído.
Aqui Adoniran passeia com Elis pelo Bexiga, à procura das transformações do espaço urbano de São Paulo.
Genial!
Na voz de Elis Regina a música que possui tanto significado sócio-cultural - e extremamente crítico - dos primórdios da industrialização paulista, com seus malandros, sua pobreza e a infâmia por um "progresso" que não contempla o excluído.
Aqui Adoniran passeia com Elis pelo Bexiga, à procura das transformações do espaço urbano de São Paulo.
Genial!
sábado, 7 de junho de 2008
Ao luar

imagem da Patrícia
Ao luar
de Augusto dos Anjos
Quando, à noite, o Infinito se levanta
A luz do luar, pelos caminhos quedos
Minha tactil intensidade é tanta
Que eu sinto a alma do Cosmos nos meus dedos!
Quebro a custódia dos sentidos tredos
E a minha mão, dona, por fim, de quanta
Grandeza o Orbe estrangula em seus segredos,
Todas as coisas íntimas suplanta!
Penetro, agarro, ausculto, apreendo, invado,
Nos paroxismos da hiperestesia,
O Infinitésimo e o Indeterminado...
Transponho ousadamente o átomo rude
E, transmudado em rutilância fria,
Encho o Espaço com a minha plenitude!
Introspecção
quinta-feira, 5 de junho de 2008
O firmamento

Tristeza no céu
No céu também há uma hora melancólica.
Hora difícil, em que a dúvida penetra as almas.
Porque fiz o mundo? Deus se pergunta
e se responde: Não sei.
Os anjos olham-no com reprovação,
e plumas caem. Todas as hipóteses: a graça, a eternidade, o amor
caem, são plumas.
Outra pluma, o céu se desfaz.
Tão manso, nenhum fragor denuncia
o momento entre tudo e nada,
ou seja, a tristeza de Deus.
Carlos Drummond de Andrade
Esta imagem espetacular da Patrícia, me fez pensar em tanta coisa...
Escolhi este poema porque retrata justamente o inverso do que sinto ao lado dela.
Obrigado querida por me fazer tão feliz, tão exultante como nunca dantes, pois com você em minha companhia (virtual até) o mundo gira devagar mas ao mesmo tempo fica tão eufórico, efusivo, jubilante, festivo...
:*)
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Always With Me, Always Whit You de Joe Satriani
Uma das músicas que mais me toca... Sentimentos em forma de melodia, arte em estado bruto...
Dilacere seu coração!
Musas de minhas paixões
Das nove deusas, filhas de Zeus e de Mnemósine (a memória), que patrocinam as artes e as ciências: Calíope (poesia épica), Clio (história), Euterpe (música), Melpômene (tragédia), Talia (comédia), Urânia (astronomia), Érato (poesia amorosa), Terpsícore (dança), Polímnia (hinos).
Palco e sonhos
imagem de Susana Febra Ferreira
Palco e sonhos
Tinha-se ritmo, luzes, palco, samba-canção
movimentos livres, rodopios, expressão,
aplausos, suspiros, fascínio, surpresas,
sapatilhas, vestidos, boinas, proezas...
A olhar-te, fitando lhe em seus olhos ternos,
admirava seu todo, do terreno ao eterno,
contava minhas impressões, retia-a a mim,
e submerso no seu mundo, me perdia em ti...
Inerte em meus domínios, embalei-me a música,
expressei regozijo, externei minha alma,
empreendi meus passos, hesitei, e sorri...
Meus sonhos escontravam ali sua rubrica
sentido, deleite, forma, ômega e alfa,
que estava à procura, mas encontrei ali...
terça-feira, 3 de junho de 2008
Reticências...
Mário Quintana:
"As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho".
"As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho".
Um blog
Gosto muito de blogs.
Desde que me viciei em internet, leio-os sempre, de amigos, de famosos ou anônimos, políticos ou confessionais, humorísticos ou depressivos...
O fato é que o ato de "blogar" sempre me fascinou, mas nunca quiz ter um diário virtual, para mim bastaria Orkut, Msn, Last.fm, Youtube, Folha Online, meu e-mail, pois sempre, quase sempre, que leio um blog imagino a frustração, alegria, vontade do autor de expor para fora suas idéias ou angústias, para tanta gente que é protagonista ou espectador da web.
Resolvi experimentar essa sensação. Não tenho nenhuma pretensão quanto à audiência, comentários, ou "reconhecimento". Apenas quero, conforme diria mamãe, "ver qualé que é".
Tomara que seja uma grata surpresa!
Desde que me viciei em internet, leio-os sempre, de amigos, de famosos ou anônimos, políticos ou confessionais, humorísticos ou depressivos...
O fato é que o ato de "blogar" sempre me fascinou, mas nunca quiz ter um diário virtual, para mim bastaria Orkut, Msn, Last.fm, Youtube, Folha Online, meu e-mail, pois sempre, quase sempre, que leio um blog imagino a frustração, alegria, vontade do autor de expor para fora suas idéias ou angústias, para tanta gente que é protagonista ou espectador da web.
Resolvi experimentar essa sensação. Não tenho nenhuma pretensão quanto à audiência, comentários, ou "reconhecimento". Apenas quero, conforme diria mamãe, "ver qualé que é".
Tomara que seja uma grata surpresa!
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